O sucesso de um comércio eletrônico está relacionado a diversos fatores, não é? Construção da loja virtual, mix de produtos, ações de marketing, atendimento ao cliente, preço da entrega, logística, controle do estoque, gestão financeira, entre vários outros.

Porém, existe um aspecto importante que muitos e-commerces ignoram: a GNRE.

Em um mercado tão competitivo, é preciso alcançar o máximo de eficiência em todos os fatores, certo? Isso inclui toda a questão tributária que está envolvida nas operações de vendas pela internet. E a emissão correta da Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) merece uma atenção especial.

Quer entender melhor a importância que a GNRE pode ter para o seu comércio eletrônico? Então confira neste artigo.

O que é GNRE?

A Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) é um documento utilizado pelos contribuintes nas operações de vendas interestaduais sujeitas à substituição tributária e demais impostos devidos ao Estado e recolhidos em outra unidade da federação.

O intuito desse documento é permitir o recolhimento do ICMS nos estados de destino do produto e facilitar a arrecadação desse imposto na venda interestadual – sem gerar burocracias desnecessárias.

Para um e-commerce, que costuma realizar vendas para diversos estados do Brasil, a emissão da GNRE é uma obrigação essencial. O conhecimento sobre a legislação e o cumprimento correto da obrigação pode ajudá-lo a evitar complicações fiscais e a manter seu negócio competitivo.

Comércio Eletrônico
Designed by Freepik

Quem precisa recolher?

São diversas as receitas que podem ser recolhidas com a emissão da GNRE:

a) ICMS Comunicação (Código 10001-3)

b) ICMS Energia Elétrica (Código 10002-1)

c) ICMS Transporte (Código 10003-0)

d) ICMS Substituição Tributária por Apuração (Código 10004-8)

e) ICMS Importação (Código 10005-6)

f) ICMS Autuação Fiscal (Código 10006-4)

g) ICMS Parcelamento (Código 10007-2)

h) ICMS Dívida Ativa (Código 15001-0)

i) Multa p/infração à obrigação acessória (Código 50001-1)

j) Taxa (Código 60001-6)

l) ICMS recolhimentos especiais (Código 10008-0)

m) ICMS Substituição Tributária por Operação (Código 10009-9)

n) ICMS Consumidor Final não contribuinte outra UF por Operação (Código 10010-2)

o) ICMS Consumidor Final não contribuinte outra UF por Apuração (Código 10011-0)

p) ICMS Fundo Estadual de Combate à Pobreza por Operação (Código 10012-9)

q) ICMS Fundo Estadual de Combate à Pobreza por Apuração (Código 10013-7)

r) ICMS DeSTDA (Código 10014-5)

Para o comércio eletrônico, é importante focar no recolhimento do ICMS nas vendas de produtos ao consumidor final ou empresa não contribuinte do ICMS com entrega para fora do estado de origem. Nesses casos, é necessário fazer o recolhimento do ICMS utilizando a GNRE.

via GIPHY

Por que a GNRE é importante para o comércio eletrônico?

Você já teve que lidar com caminhões parados em barreiras fiscais? Esse é um problema que gera um aumento de despesas e a insatisfação dos clientes que estão aguardando pelos seus pedidos. Além de um grande estresse para a solução desse problema dentro do departamento fiscal.

Uma das formas de minimizar os prejuízos com o caminhão parado é garantindo a emissão da GNRE – que é uma das exigências para que o motorista possa seguir viagem. Ou seja, trata-se de uma obrigação fiscal que gera impactos profundos nos resultados conquistados pela empresa.

Entre os prejuízos causados por um caminhão parado estão:

  • Desgaste do caminhão
  • Custo de diária com motoristas e demais membros da equipe
  • Atrasos na entrega
  • Insatisfação do cliente
  • Prejuízos com multas e juros
  • Demandas extras no departamento fiscal

Para que você tenha uma noção aproximada do prejuízo financeiro que isso causa, é possível utilizar a seguinte fórmula de cálculo:

Custo da Hora Parada (CHP) = Custo Fixo Mensal (CFM) : Número de Horas Trabalhadas x Taxa de Remuneração do Serviço

Entretanto, esses impactos ainda podem gerar prejuízos financeiros indiretos – como a perda de um bom cliente da sua empresa por conta do atraso.

Automação: a solução para lidar com a GNRE no comércio eletrônico

Mesmo reconhecendo a importância da GNRE, muitos comércios eletrônicos enfrentam dificuldades para gerenciar um grande volume de documentos que devem ser emitidos. Afinal, uma simples falha pode gerar irregularidades e causar problemas com caminhões parados no meio da entrega.

Uma ótima solução para contornar esse problema é investir no recolhimento automático da GNRE. A Dootax é uma ótima alternativa de solução fiscal que permite que esse processo seja realizado automaticamente – gerando economia de tempo e mais segurança dentro do departamento fiscal.

Você já conhecia a importância da GNRE no comércio eletrônico? Quer descobrir como a Dootax pode ajudá-lo a automatizar processos no departamento fiscal? Então entre em contato com a nossa equipe.

Carlos Lima

Formado em publicidade e propaganda, é analista de inbound marketing e mídias sociais na Dootax.

COMENTÁRIOS